Tudo sobre Inteligência Artificial

ver mais

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, cobrou medidas urgentes para regulamentar a inteligência artificial. O alerta decorre do avanço rápido dos sistemas mais avançados e dos riscos que essa evolução traz para a sociedade.

Continua após a publicidade

Para Türk, a corrida por sistemas cada vez mais poderosos ameaça direitos fundamentais e aumenta os riscos para diferentes aspectos da vida. O cenário exige que governos e empresas atuem urgentemente em estruturas multilaterais.

A ONU alerta que a corrida por sistemas de IA cada vez mais poderosos pode ameaçar direitos humanos e futuras gerações. – Imagem: Mer_Studio/Shutterstock

Líderes de tecnologia pedem cautela

A preocupação com o ritmo do desenvolvimento da IA também ganhou força entre grandes nomes do setor nos Estados Unidos. Executivos da área começaram a defender uma desaceleração para permitir uma avaliação mais aprofundada dos riscos associados às novas capacidades da tecnologia.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu no sábado uma desaceleração no desenvolvimento da IA. A posição recebeu o apoio público de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk.

Embates políticos e segurança global

A ideia de desacelerar o desenvolvimento não é unanimidade. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a rede Truth Social para criticar a postura dos empresários:

“O único que está feliz com isso é a China”, escreveu o republicano em sua plataforma.

Na China, o chefe da inteligência do país também manifestou preocupação. No domingo, ele alertou que a IA pode ameaçar a segurança nacional, inclusive se potências estrangeiras utilizarem a tecnologia para desestabilizar o país.

O posicionamento de Türk reúne preocupações sobre os impactos da corrida por sistemas cada vez mais poderosos:
- Ameaças aos direitos humanos, incluindo o direito à vida.
- Riscos para as futuras gerações da humanidade.
- Concentração das decisões sobre o desenvolvimento da IA em poucas empresas poderosas.
- Necessidade de responsabilização dos principais desenvolvedores, principalmente nos Estados Unidos e na China.
Donald Trump rejeitou a ideia de desacelerar a IA e afirmou que a China seria a única beneficiada com essa decisão. – Imagem: lev radin/Shutterstock
Poder concentrado no setor
A ONU também alerta para a dependência de um pequeno número de empresas nas decisões sobre o desenvolvimento da IA. Para Türk, essa concentração aumenta os riscos e exige que os principais desenvolvedores assumam responsabilidade.
Leia mais:
- IA preocupa Bill Gates, que vê governos despreparados para mudanças
- Anthropic defende regra para desligar IAs consideradas perigosas
- Trump interrompe palestra de CEO da Nvidia para defender avanço da IA
“Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade”, disse Türk em um comunicado.
O alto comissário já havia alertado o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em 7 de setembro, que a inteligência artificial poderia representar um “risco existencial para a humanidade”. Agora, ele pede ação imediata para reduzir os riscos associados à tecnologia.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Ver todos os artigos →
Tags: direitos humanos Inteligência Artificial onu regulamentação Riscos da IA

