O Tribunal Superior do Trabalho (TST) atendeu, nesta segunda-feira (14/9), um pedido dos Correios para declarar a paralisação dos funcionários, que começou na sexta-feira (11/9), como abusiva e determinou que os sindicatos mantenham 80% do efetivo em atividade.“O percentual de 80% deverá ser aferido individualmente em cada unidade abrangida e, quando aplicável, em cada turno e atividade indispensável, vedada a compensação de excedentes de comparecimento entre unidades, turnos ou atividades distintas”, ordenou o TST.Estão incluídas na decisão do TST as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade de cadeia postal. Leia também BrasilCorreios esperam novo empréstimo de R$ 7 bilhões na próxima semana Distrito FederalTrabalhadores dos Correios aprovam greve no DF por tempo indeterminado BrasilCorreios: servidores cruzam braços por tempo indeterminado em todo o país Minas GeraisTrabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em MG Segundo os Correios, a paralisação ocorre em um momento desafiador para a estatal. A empresa informa que mantém como prioridades a redução de despesas e o aumento e eficiência.De acordo com a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), um dos principais impasses é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a federação, a estatal planeja fazer alterações no benefício.“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, afirmou.EntendaDiversos sindicatos de trabalhadores aprovaram a paralisação por tempo indeterminado. Segundo as entidades, a paralisação ocorre diante da falta de avanço nas negociações com a empresa.De acordo com avaliação do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sintect-DF), as propostas apresentada pela estatal, como a redução do 70% das férias, o fim do tíquete extra e a isenção da condição de mantenedora do plano de saúde, representam perdas para os trabalhadores da categoria.








